A hipercolesterolemia primária é uma condição genética que faz com que os níveis de colesterol LDL, o chamado “colesterol ruim”, permaneçam altos desde cedo. Contudo, mesmo com hábitos saudáveis, como boa alimentação e prática de exercícios, algumas pessoas apresentam colesterol elevado porque o corpo não consegue eliminar o LDL adequadamente.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipercolesterolemia primária aumenta o risco de doenças cardiovasculares, assim como infarto e AVC, se não for tratada corretamente.
O que causa a hipercolesterolemia primária?
A principal causa é genética. Portanto, pessoas com hipercolesterolemia primária possuem alterações nos genes responsáveis pelo metabolismo do colesterol, o que leva a:
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Produção excessiva de LDL pelo fígado
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Dificuldade do corpo em remover o excesso de LDL
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Acúmulo de gordura nas artérias ao longo do tempo
Essa condição pode ser herdada de um ou ambos os pais, dessa forma, aumentando ainda mais o risco em famílias com histórico de colesterol alto ou doenças cardíacas precoces.
Quem tem maior risco?
Você deve ficar atento se houver:
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Histórico familiar de colesterol alto ou infarto precoce
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Infarto ou AVC antes dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres
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Presença de xantomas, que são pequenos depósitos de gordura na pele ou nos olhos
Segundo a Ministério da Saúde, assim identificar precocemente a hipercolesterolemia primária é essencial para reduzir complicações cardiovasculares.
Sintomas da hipercolesterolemia primária
A boa notícia é que, portanto na maioria dos casos, não há sintomas visíveis. No entanto, sinais raros podem incluir:
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Xantomas: pequenas placas amareladas na pele, cotovelos ou joelhos
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Arco corneano: um anel esbranquiçado ou amarelado ao redor da íris
Como a doença não costuma apresentar sinais óbvios, portanto, os exames de sangue regulares são fundamentais para o diagnóstico.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico geralmente envolve:
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Exames de sangue para medir colesterol LDL, HDL e triglicerídeos
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Avaliação do histórico familiar de colesterol alto ou doenças cardíacas
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Exames adicionais quando necessário, como ultrassom das artérias
Dessa forma, o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento antes que o colesterol alto cause danos às artérias.
Tratamento da hipercolesterolemia primária
O tratamento combina medicação e mudanças no estilo de vida:
1. Medicamentos
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Estatinas: reduzem o colesterol LDL e protegem o coração;
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Outros medicamentos podem ser usados quando as estatinas não são suficientes.
2. Alimentação saudável
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Reduzir alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas;
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Priorizar frutas, verduras, legumes e grãos integrais.
3. Exercícios físicos
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Atividade física regular ajuda a aumentar o colesterol bom (HDL) e melhora a saúde cardiovascular
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, por exemplo, o acompanhamento médico contínuo é essencial para manter o colesterol sob controle e reduzir o risco de infarto e AVC.
Prevenção e cuidados diários
Mesmo sendo uma condição genética, algumas medidas ajudam a reduzir os riscos, por exemplo:
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Monitorar o colesterol regularmente
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Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool
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Manter peso saudável
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Seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico
Dessa forma, com cuidados adequados, é possível viver de forma saudável e reduzir complicações cardiovasculares.
Participe do Estudo
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