O que é Esclerose Múltipla?
A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica que afeta o sistema nervoso central, o cérebro e a medula espinhal, provocando inflamação e lesões que comprometem a comunicação entre os neurônios. Os sintomas mais comuns incluem fadiga, fraqueza muscular, alterações visuais e dificuldades de coordenação motora. Os surtos podem ser intensos e impactar as atividades diárias, sendo necessário tratamento contínuo para controlar a progressão da doença.
De acordo com o Ministério da Saúde (2023), a esclerose múltipla é uma das principais causas de incapacidade neurológica em adultos jovens, exigindo acompanhamento especializado e tratamento individualizado para reduzir os surtos e retardar a evolução da condição.
Quem Pode Participar?
- Idade: 18 a 55 anos
- Todos os gêneros;
- Diagnóstico: Esclerose Múltipla Remitente Recorrente – Comprovado por exames;
- O paciente deve apresentar: 1 surto dentro de 1 ano OU 2 surtos dentro de 2 anos (necessário comprovação médica dos surtos).
Objetivo da Pesquisa para Esclerose Múltipla
Os estudos clínicos sobre esclerose múltipla têm como objetivo avaliar a eficácia e a segurança de novas terapias, oferecendo alternativas de tratamento para pacientes que não apresentaram boa resposta aos medicamentos convencionais.
Incidência
A esclerose múltipla afeta milhões de pessoas em todo o mundo e apresenta incidência crescente, especialmente entre adultos jovens, com maior prevalência entre 20 e 40 anos. No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas convivam com a doença, sendo as mulheres as mais afetadas. Conforme o Ministério da Saúde (2023), fatores genéticos e ambientais, como infecções virais, baixos níveis de vitamina D e exposição a substâncias tóxicas, estão associados ao desenvolvimento e à progressão da doença.
Principais Fatores de Risco da Esclerose Múltipla:
- Genética: Histórico familiar de doenças autoimunes.
- Idade: Mais comum em jovens adultos, especialmente entre 20 e 40 anos.
- Sexo: A doença é mais frequente em mulheres.
- Fatores ambientais: Exposição a infecções virais, como o vírus Epstein-Barr, e baixos níveis de vitamina D.
- Poluição do ar: Exposição a poluentes ambientais e substâncias tóxicas pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença.
Como Diagnosticar a Esclerose Múltipla
O diagnóstico é realizado com base em uma avaliação clínica detalhada e exames complementares. O neurologista pode solicitar:
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Ressonância magnética, para identificar lesões no cérebro e na medula espinhal;
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Análise do líquor (líquido cefalorraquidiano), para detectar inflamação no sistema nervoso central;
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Testes laboratoriais e neurológicos, que avaliam fraqueza muscular, coordenação e visão;
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Histórico clínico detalhado, observando a frequência e intensidade dos surtos.
Segundo o Ministério da Saúde (2023), o diagnóstico segue critérios clínicos e de imagem estabelecidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Múltipla (PCDT), que orienta o tratamento e o acompanhamento dos pacientes no Brasil.
Fonte: Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Múltipla. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/e/esclerose-multipla/view
Se você possui diagnóstico confirmado da condição e tem interesse em participar, entre em contato com a equipe do centro de pesquisa para verificar os critérios de elegibilidade. Sua participação como voluntário(a) permite acesso a acompanhamento médico especializado.
Clinical Trials:
https://clinicaltrials.gov/study/NCT06141486?term=SAR441344&rank=5
