Sofrer um AVC isquêmico ou um ataque isquêmico transitório (AIT), conhecido popularmente como “mini-AVC”, é um sinal de alerta importante. Após o primeiro evento, o risco de um novo episódio pode aumentar, especialmente nos primeiros dias e meses.
Por isso, entender como funciona a prevenção de um novo AVC é fundamental para proteger a saúde e reduzir complicações futuras.
Segundo a Ministério da Saúde, o AVC está entre as principais causas de morte e incapacidade no país. Além disso, a prevenção secundária, ou seja, a prevenção após o primeiro evento — é uma etapa decisiva no cuidado do paciente.
O que é AVC isquêmico?
O AVC isquêmico acontece quando um coágulo bloqueia o fluxo de sangue para uma parte do cérebro. Portanto, como consequência, as células cerebrais deixam de receber oxigênio e podem sofrer lesões permanentes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, esse tipo corresponde à maioria dos casos de AVC registrados no país.
O que é AIT (ataque isquêmico transitório)?
O AIT ocorre quando há interrupção temporária do fluxo sanguíneo cerebral, mas os sintomas desaparecem em poucas horas, geralmente em até 24 horas.
Apesar de os sinais melhorarem rapidamente, o AIT não deve ser ignorado. Conforme orientações da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, ele representa um forte indicativo de risco para um AVC definitivo nos dias ou semanas seguintes.
Por que o risco de novo AVC é maior após o primeiro evento?
Depois de um AVC isquêmico ou AIT de alto risco, assim o organismo pode continuar apresentando fatores que favoreceram o entupimento do vaso sanguíneo, como:
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Pressão alta descontrolada
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Diabetes
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Colesterol elevado
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Fibrilação atrial
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Tabagismo
Segundo o Ministério da Saúde, o controle rigoroso desses fatores reduz significativamente a chance de recorrência.
Portanto, agir rapidamente faz diferença no prognóstico.
Como prevenir um novo AVC?
A prevenção envolve tratamento medicamentoso e mudanças no estilo de vida. Ambas as estratégias são complementares.
1. Uso correto de medicamentos
O médico pode prescrever:
Antiplaquetários ou anticoagulantes
Ajudam a evitar a formação de novos coágulos.
Controle da pressão arterial
Medicamentos anti-hipertensivos são fundamentais para manter a pressão dentro da meta.
Controle do colesterol
Estatinas ajudam a reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares.
Conforme recomendações da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, portanto, a adesão ao tratamento é essencial para diminuir o risco de recorrência.
2. Mudanças no estilo de vida
Além dos medicamentos, algumas atitudes têm impacto direto na prevenção.
Controlar a pressão arterial
A hipertensão é um dos principais fatores de risco para AVC.
Manter alimentação equilibrada
Reduzir sal, alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas contribui para a saúde vascular.
Praticar atividade física regularmente
A prática orientada ajuda no controle do peso, da pressão e do colesterol.
Parar de fumar
O tabagismo aumenta o risco de formação de coágulos e lesões nos vasos sanguíneos.
Segundo o Ministério da Saúde, portanto, mudanças no estilo de vida são medidas comprovadamente eficazes na redução de eventos cardiovasculares.
Quanto tempo dura a prevenção?
A prevenção após um AVC isquêmico ou AIT geralmente é contínua. Em muitos casos, o tratamento é mantido por tempo indeterminado, sempre com acompanhamento médico regular.
Nos primeiros 90 dias após o evento, o risco de recorrência pode ser maior. Por isso, esse período exige atenção redobrada e seguimento rigoroso das orientações médicas.
Quando procurar atendimento urgente?
Mesmo após o tratamento inicial, portanto, é importante reconhecer sinais de alerta:
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Fraqueza ou dormência em um lado do corpo
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Dificuldade para falar
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Boca torta
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Perda súbita de visão
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Tontura intensa
Diante desses sintomas, procure atendimento imediato. Dessa forma, o tratamento rápido pode reduzir sequelas.
Prevenção salva vidas
Um AVC isquêmico ou AIT não deve ser encarado como um evento isolado. Ele funciona como um alerta para agir.
Conforme reforça a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, portanto, o acompanhamento médico regular, o uso correto dos medicamentos e a mudança de hábitos são pilares fundamentais para evitar um novo AVC.
Cuidar da saúde cardiovascular é uma decisão diária. Informação e prevenção caminham juntas para reduzir riscos e preservar qualidade de vida.
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