Insuficiência Cardíaca: entenda a doença, os tratamentos e como a pesquisa clínica pode oferecer novas possibilidades 

O que é a insuficiência cardíaca? 

Segundo o National Library of Medicine, a insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração perde a capacidade de bombear sangue de maneira eficiente. Dessa forma, ele não consegue atender adequadamente às necessidades do corpo, comprometendo a oxigenação e o funcionamento de diversos órgãos. 

Embora o termo “insuficiência cardíaca” possa soar alarmante, ele não significa que o coração tenha parado. Na verdade, a doença representa um desequilíbrio progressivo da função cardíaca. Portanto, com o tempo, o coração passa a trabalhar de forma sobrecarregada, o que pode gerar sintomas e limitar as atividades do dia a dia. 

A insuficiência cardíaca afeta cerca de 2% da população adulta e é uma das principais causas de internações hospitalares em pessoas acima dos 60 anos. Apesar disso, muitos casos podem ser controlados com acompanhamento médico, mudanças de estilo de vida e novas opções terapêuticas em estudo. 

Principais causas da insuficiência cardíaca 

Dessa forma, diversas condições podem levar ao desenvolvimento da insuficiência cardíaca. As mais comuns são: 

  • Hipertensão arterial (pressão alta): quando não tratada adequadamente, faz com que o coração trabalhe em excesso para bombear o sangue. 
  • Doença arterial coronariana: causada pelo acúmulo de placas nas artérias do coração, reduzindo o fluxo de sangue. 
  • Infarto do miocárdio prévio: pode deixar áreas do coração enfraquecidas. 
  • Doenças das válvulas cardíacas: quando as válvulas não abrem ou fecham corretamente, o coração precisa de mais esforço. 
  • Cardiomiopatias: alterações no músculo cardíaco, que podem ser genéticas, infecciosas ou induzidas por medicamentos. 
  • Diabetes e obesidade: aumentam o risco de desenvolver ou agravar a insuficiência cardíaca. 

Além dessas causas, fatores como o tabagismo, o sedentarismo e o consumo excessivo de álcool também contribuem para o avanço da doença. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são fundamentais. 

Sintomas da insuficiência cardíaca: quando procurar ajuda médica 

Os sintomas podem variar conforme a gravidade do quadro, mas alguns sinais merecem atenção: 

  • Falta de ar ao realizar esforços leves ou mesmo em repouso 
  • Inchaço nos pés, tornozelos ou abdômen 
  • Cansaço excessivo 
  • Ganho de peso rápido (retenção de líquidos) 
  • Tosse persistente 
  • Dificuldade para dormir deitado 

Esses sintomas tendem a aparecer de forma gradual. Às vezes, o paciente demora a perceber que algo está errado, associando o cansaço ao envelhecimento ou ao estresse. Contudo, quanto mais cedo a insuficiência cardíaca for identificada, maiores as chances de controle e melhor a qualidade de vida

Dessa forma, se houver suspeita, é essencial buscar um cardiologista, que fará a avaliação clínica e solicitará exames como ecocardiograma, eletrocardiograma e testes laboratoriais

Diagnóstico: como a insuficiência cardíaca é confirmada 

O diagnóstico envolve uma combinação de avaliação clínica, exames de imagem e análises laboratoriais

O cardiologista investiga o histórico do paciente, sintomas e fatores de risco, além de realizar exames que ajudam a determinar a função do coração. 

Entre os principais exames utilizados estão: 

  • Ecocardiograma: avalia o funcionamento das câmaras e válvulas cardíacas. 
  • Eletrocardiograma (ECG): detecta alterações no ritmo e na condução elétrica do coração. 
  • Radiografia de tórax: identifica aumento do coração ou acúmulo de líquido nos pulmões. 
  • Dosagem de BNP e NT-proBNP: marcadores sanguíneos que ajudam a confirmar a insuficiência cardíaca. 

O diagnóstico preciso é essencial para direcionar o tratamento e definir a gravidade do quadro. 

Tratamentos disponíveis para insuficiência cardíaca 

O tratamento da insuficiência cardíaca visa melhorar os sintomas, reduzir internações e prolongar a vida do paciente

Sendo assim, as abordagens terapêuticas incluem: 

1. Mudanças no estilo de vida 

A base do tratamento envolve hábitos saudáveis, como: 

  • Reduzir o consumo de sal; 
  • Controlar o peso corporal; 
  • Praticar atividade física orientada; 
  • Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; 
  • Manter o uso correto dos medicamentos prescritos. 

Essas medidas ajudam o coração a trabalhar com menos esforço e melhoram o bem-estar geral. 

2. Uso de medicamentos 

Os principais grupos de medicamentos incluem: 

  • Inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA): reduzem a sobrecarga cardíaca; 
  • Betabloqueadores: controlam a frequência cardíaca e melhoram a função do coração; 
  • Diuréticos: ajudam a eliminar o excesso de líquidos; 
  • Antagonistas da aldosterona: reduzem a progressão da doença; 
  • Inibidores de SGLT2: medicamentos mais recentes que têm mostrado benefícios significativos. 

3. Dispositivos e intervenções 

Em casos mais graves, o médico pode recomendar o uso de marcapassos especiais, desfibriladores implantáveis ou até mesmo transplante cardíaco

A importância da pesquisa clínica na insuficiência cardíaca 

Nos últimos anos, a pesquisa clínica tem desempenhado um papel essencial no avanço do tratamento da insuficiência cardíaca, de acordo com o Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences.  

É por meio dos estudos clínicos que novas terapias são testadas para avaliar sua segurança, eficácia e impacto na qualidade de vida dos pacientes

Esses estudos são conduzidos de forma ética e rigorosa, seguindo padrões internacionais de Boas Práticas Clínicas (GCP – Good Clinical Practice). 

Além disso, os participantes são acompanhados por equipes médicas especializadas, o que garante segurança durante todas as etapas do estudo. 

A importância da conscientização e do diagnóstico precoce 

A insuficiência cardíaca é uma doença que pode evoluir silenciosamente. Por isso, reconhecer os sintomas e procurar atendimento médico logo no início faz toda a diferença. 

Com o avanço das pesquisas, novas opções terapêuticas estão surgindo, oferecendo esperança para milhões de pessoas. 

Portanto, é justamente por meio da pesquisa clínica que esses avanços se tornam realidade. 

Por que participar de um estudo clínico pode ser uma opção 

Participar de uma pesquisa clínica não significa renunciar ao tratamento atual. Pelo contrário, o acompanhamento é contínuo e o paciente recebe uma atenção cuidadosa durante todo o processo. 

Entre os principais benefícios de participar estão: 

  • Acesso a terapias inovadoras, que ainda não estão disponíveis no mercado; 
  • Acompanhamento médico especializado e multidisciplinar
  • Monitoramento constante da saúde, com exames e consultas regulares; 
  • Contribuição para o avanço científico, ajudando outras pessoas com a mesma condição no futuro. 

Na Science, todos os estudos seguem critérios éticos rigorosos, com foco na segurança e no bem-estar dos participantes. 

Como é o acompanhamento durante um estudo clínico 

Durante a participação, o paciente é acompanhado de perto por uma equipe multiprofissional. Portanto, são realizados exames periódicos, avaliações clínicas e orientações sobre o uso do medicamento em teste. 

Além disso, o participante tem acesso a uma estrutura de atendimento dedicada, com suporte médico, contato direto com a equipe de pesquisa e monitoramento contínuo de eventuais sintomas. 

A transparência é total: com o apoio do NAP (Núcleo de Acolhimento ao Paciente), o paciente é informado sobre cada etapa do estudo e pode retirar seu consentimento a qualquer momento. 

O papel da Science na pesquisa clínica em insuficiência cardíaca 

A Science é um centro de referência em pesquisa clínica que colabora com médicos, hospitais e instituições de saúde em todo o Brasil. 

Com equipes especializadas e infraestrutura de ponta, a Science conduz estudos clínicos de alta qualidade, que seguem padrões internacionais de segurança, ética e transparência. 

Sendo assim, nos estudos sobre insuficiência cardíaca, o objetivo é avaliar novas terapias capazes de melhorar o controle da doença e a qualidade de vida dos pacientes

Participar de uma pesquisa conduzida pela Science é ter a oportunidade de contribuir para o futuro da medicina, com acompanhamento cuidadoso e suporte médico especializado. 

Conclusão: cuidar do coração é cuidar da vida 

Viver com insuficiência cardíaca exige atenção, acompanhamento e, principalmente, informação. 

Portanto, a boa notícia é que, com tratamento adequado e o avanço da ciência, é possível controlar os sintomas, reduzir internações e viver com mais qualidade de vida

Contudo, na Science, estamos comprometidos em contribuir para o futuro da medicina, desenvolvendo e conduzindo pesquisas clínicas seguras e éticas que ampliam as possibilidades de tratamento para pacientes com insuficiência cardíaca. 

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