
A fissura perianal crônica é um problema mais comum do que se imagina e, muitas vezes, é confundida com outras condições simples, como hemorroidas. Porém, quando a dor e o desconforto se tornam frequentes, é importante procurar avaliação médica. Cuidar cedo pode evitar complicações e abrir caminho para novos tratamentos disponíveis por meio da pesquisa clínica.
O que é a fissura perianal crônica?
A fissura perianal é uma pequena ferida ou corte na mucosa do ânus, geralmente causada pelo esforço durante a evacuação ou por episódios de constipação intestinal.
Portanto, quando ela não cicatriza em até oito semanas, é considerada crônica.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Dor intensa e em queimação ao evacuar;
- Sangramento leve (geralmente visível no papel higiênico);
- Espasmos musculares e sensação de contração anal prolongada;
- Coceira, irritação ou desconforto persistente na região.
Sendo assim, apesar de parecer simples, a fissura perianal crônica pode comprometer significativamente a qualidade de vida do paciente.
Por que ela se torna crônica?
Na maioria dos casos, a fissura aguda cicatriza com medidas clínicas simples.
No entanto, quando o músculo do esfíncter anal permanece contraído, o fluxo sanguíneo local diminui — dificultando a cicatrização.
Além disso, doenças como doença de Crohn, infecções ou alterações vasculares podem estar associadas ao desenvolvimento de fissuras persistentes.
Por isso, é essencial uma avaliação médica detalhada, que ajude a identificar a causa e definir o melhor tratamento.
Tratamento: da terapia clínica às novas opções em estudo
O tratamento da fissura perianal crônica pode incluir, por exemplo:
- Medicamentos tópicos, como pomadas cicatrizantes ou relaxantes musculares;
- Medicações orais para melhorar o trânsito intestinal;
- Procedimentos minimamente invasivos, quando o quadro não responde aos cuidados iniciais;
- E, em alguns casos, tratamentos cirúrgicos específicos, como a esfincterotomia lateral interna.
No entanto, novas abordagens estão sendo pesquisadas para oferecer tratamentos mais eficazes, menos invasivos e com melhor recuperação.
A pesquisa clínica tem papel fundamental nesse processo — testando novas terapias que podem representar o futuro do cuidado nessa condição.
O papel da pesquisa clínica e o referenciamento médico
Médicos proctologistas e gastroenterologistas desempenham um papel essencial no encaminhamento de pacientes elegíveis para estudos clínicos.
Dessa forma, esses pacientes, muitas vezes refratários ao tratamento convencional, podem se beneficiar do acesso a terapias inovadoras que ainda não estão disponíveis no mercado.
Ao mesmo tempo, os profissionais de saúde fortalecem a integração entre prática clínica e inovação científica, contribuindo para o avanço do tratamento das doenças anorretais.
Quando procurar ajuda
Se você ou seu paciente apresenta sintomas persistentes, não ignore os sinais.
Dor, sangramento e dificuldade para evacuar não devem ser tratados como “normais”.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado fazem toda a diferença.
E, por meio da pesquisa clínica, é possível acessar novas alternativas terapêuticas com segurança, acompanhamento médico constante e suporte integral.
Science Valley: pesquisa que transforma cuidado em inovação
A Science Valley Research Institute conduz estudos clínicos com foco em doenças gastrointestinais e anorretais, incluindo fissura perianal crônica.
Portanto, cada paciente é acompanhado por uma equipe multidisciplinar, em um ambiente seguro e acolhedor, seguindo rigorosos padrões éticos e científicos.
Se você é médico e deseja referenciar um paciente, ou paciente que busca novas possibilidades de tratamento, entre em contato conosco.
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