Hipercolesterolemia e Dislipidemia: o que são, riscos cardiovasculares e possibilidades de acompanhamento em pesquisa clínica

O colesterol elevado é uma das condições mais comuns e, ao mesmo tempo, uma das mais silenciosas quando se trata de saúde cardiovascular. Muitas pessoas convivem por anos com alterações nos níveis de lipídios no sangue sem apresentar sintomas, enquanto o risco de complicações graves aumenta progressivamente.

A hipercolesterolemia e a dislipidemia estão diretamente associadas ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, que continuam entre as principais causas de mortalidade no mundo.

Com o avanço da medicina e das terapias de controle do colesterol, como estatinas e novas opções terapêuticas, cresce também a importância de estudos clínicos que avaliam esses tratamentos no mundo real, em pacientes que já fazem acompanhamento médico.

Neste conteúdo, você vai entender o que são essas condições, quais seus riscos e como a pesquisa clínica contribui para ampliar o conhecimento sobre o tratamento do colesterol alto.

O que é hipercolesterolemia e dislipidemia?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dislipidemia é caracterizada por níveis anormais de lipídios no sangue, incluindo colesterol e triglicerídeos, o que pode aumentar significativamente o risco de doenças cardiovasculares.

Dessa forma, o colesterol, apesar de essencial para funções vitais do organismo, pode se tornar um importante fator de risco quando presente em níveis elevados, especialmente o colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade), conhecido como “colesterol ruim”.

Quando o LDL está elevado, ele tende a se depositar nas paredes das artérias, contribuindo para a formação de placas de gordura chamadas ateromas. Esse processo é conhecido como aterosclerose e pode comprometer a circulação sanguínea.

Quais são os riscos do colesterol alto?

O acúmulo progressivo de placas nas artérias pode reduzir ou bloquear o fluxo sanguíneo, aumentando significativamente o risco de eventos cardiovasculares graves, como:

Infarto Agudo do Miocárdio (IAM): complicação do colesterol alto

Ocorre quando há redução ou bloqueio do fluxo sanguíneo para o coração, geralmente causado pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias coronárias.

Acidente Vascular Cerebral (AVC): risco associado à aterosclerose

Acontece quando a circulação sanguínea no cérebro é interrompida ou reduzida, podendo levar a danos neurológicos permanentes.

Doença Arterial Periférica (DAP): consequência da obstrução dos vasos sanguíneos

Caracteriza-se pela redução do fluxo sanguíneo nas artérias dos membros, especialmente nas pernas, devido ao estreitamento causado por placas de gordura.

 Portanto, essas condições estão entre as principais causas de mortalidade cardiovascular no mundo, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do controle adequado dos níveis lipídicos.

O que é dislipidemia mista?

A dislipidemia mista ocorre quando há alterações simultâneas em diferentes frações lipídicas, como:

  • Colesterol total elevado
  • LDL elevado
  • Triglicerídeos elevados
  • HDL reduzido

Essa condição está frequentemente associada a fatores, por exemplo:

  • Histórico familiar de doenças cardiovasculares
  • Sedentarismo
  • Alimentação rica em gorduras saturadas e ultraprocessados
  • Diabetes mellitus
  • Hipertensão arterial
  • Obesidade

Fatores de risco e causas

A dislipidemia pode ter origem primária (genética) ou secundária, quando está relacionada a outras condições clínicas ou uso de medicamentos.

Entre as causas secundárias mais comuns estão:

  • Hipotireoidismo
  • Diabetes descompensado
  • Uso de determinados fármacos

Além disso, fatores de estilo de vida têm impacto direto, como:

  • Baixa atividade física
  • Consumo excessivo de álcool
  • Tabagismo
  • Dieta inadequada

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da hipercolesterolemia e da dislipidemia é realizado por meio de exames laboratoriais de sangue, que avaliam:

  • Colesterol total
  • LDL-colesterol
  • HDL-colesterol
  • VLDL
  • Triglicerídeos

A interpretação desses resultados deve ser feita por um médico, considerando o histórico clínico e o risco cardiovascular global do paciente.

Quem pode ser afetado?

Essas condições podem afetar homens e mulheres, sendo mais frequentes em adultos acima dos 40 anos.

Portanto, em muitos casos, o colesterol elevado não apresenta sintomas, o que reforça a importância de exames periódicos como estratégia de prevenção.

Por que controlar o colesterol é tão importante?

Manter os níveis de colesterol dentro das metas recomendadas pode reduzir significativamente o risco de complicações cardiovasculares.

O controle adequado auxilia na prevenção de:

  • Infarto
  • AVC
  • Progressão da aterosclerose
  • Complicações vasculares periféricas

O acompanhamento médico contínuo é essencial para ajustar o tratamento e monitorar a evolução clínica.

Pesquisa clínica observacional em hipercolesterolemia

Atualmente, estudos clínicos observacionais estão sendo conduzidos para compreender melhor a evolução de pacientes com hipercolesterolemia primária ou dislipidemia mista em acompanhamento médico de rotina.

Essas pesquisas avaliam pacientes em tratamento prescrito por seus médicos, com foco em:

  • Níveis de LDL ao longo do tempo
  • Desfechos cardiovasculares na prática clínica
  • Segurança e efetividade de terapias utilizadas
  • Dados de vida real (real world evidence)

Portanto, as terapias analisadas em alguns estudos está o inclisiran, uma opção terapêutica desenvolvida para auxiliar na redução do colesterol LDL e, consequentemente, do risco cardiovascular.

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