Fibrilação Atrial e Doença Renal Crônica: entenda a relação entre coração e rins

O coração e os rins trabalham juntos para manter o equilíbrio do organismo. Quando um deles não funciona adequadamente, o outro também pode ser afetado. Pacientes com doença renal crônica ou em diálise podem apresentar maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares, incluindo a fibrilação atrial, uma alteração no ritmo dos batimentos cardíacos.

Embora essa condição seja rara, e nem muito conhecida, ela pode impactar na qualidade de vida e aumentar o risco de complicações importantes, principalmente quando não há acompanhamento adequado.

Neste artigo, vamos explicar melhor sobre a relação entre coração e rins.

O que é fibrilação atrial?

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a fibrilação atrial é um tipo de arritmia cardíaca em que os batimentos do coração podem acontecer de forma irregular e, em alguns casos, acelerada.

Algumas pessoas apresentam sintomas claros, enquanto outras descobrem a condição apenas durante consultas ou exames de rotina.

Sintomas mais comuns

Alguns sintomas podem variar de pessoa para pessoa, porém os mais comuns da fibrilação atrial incluem:

  • Sensação de coração acelerado ou “falhando”
  • Cansaço frequente
  • Falta de ar
  • Tontura
  • Fraqueza
  • Desconforto no peito

Em caso de sintomas, é importante buscar orientação médica.

Qual a relação com a doença renal crônica?

Pacientes com doença renal crônica, especialmente aqueles em diálise, podem apresentar maior risco de desenvolver alterações cardiovasculares, incluindo a fibrilação atrial.

Isso acontece porque os rins e o coração trabalham de forma conectada no organismo. Quando a função renal está comprometida, podem ocorrer mudanças na pressão arterial, retenção de líquidos e alterações inflamatórias que afetam o funcionamento do coração.

Além disso, a fibrilação atrial pode aumentar o risco de complicações importantes, como AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Quem deve ficar atento?

Alguns grupos de pessoas precisam manter atenção maior aos sinais e realizar acompanhamento médico regular, especialmente pessoas com:

  • Doença renal crônica
  • Histórico de hemodiálise
  • Pressão alta
  • Diabetes
  • Doenças cardiovasculares
  • Idade avançada

Essas pessoas devem manter acompanhamento médico regular e atenção aos possíveis sintomas, buscando orientação profissional sempre que necessário. Portanto, o acompanhamento adequado pode ajudar na identificação precoce de alterações cardiovasculares e contribuir para um cuidado mais seguro e individualizado.

Por que o acompanhamento é importante?

O diagnóstico com antecedência e o acompanhamento adequado podem ajudar no controle dos sintomas e na redução de possíveis complicações.

Em algumas situações, médicos e pesquisadores também realizam estudos clínicos para avaliar novas possibilidades de cuidado e acompanhamento para pacientes com condições cardiovasculares e renais.

A pesquisa clínica é fundamental para ampliar o conhecimento científico e contribuir para o desenvolvimento de futuras opções terapêuticas, sempre seguindo critérios éticos e com acompanhamento especializado.

Quando procurar orientação médica?

Procure avaliação médica caso apresente sintomas como:

  • Coração acelerado
  • Falta de ar
  • Cansaço excessivo
  • Tontura frequente
  • Sensação de batimentos irregulares

Pessoas com diagnóstico de doença renal crônica também devem manter acompanhamento médico regular para avaliação da saúde cardiovascular.

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