Diarreia persistente (às vezes com sangue), dor abdominal, urgência para ir ao banheiro e cansaço são sintomas comuns em quem tem doença inflamatória intestinal. Mesmo com tratamento, muitas pessoas passam por períodos de crise, onde a doença está ativa, que pode afetar a qualidade de vida.
As doenças inflamatórias intestinais são crônicas, mas é possível controlar a inflamação e os sintomas. Novas opções de tratamento continuam sendo pesquisadas em estudos clínicos, que seguem regras rigorosas de segurança e ética e contam com voluntários.
Neste conteúdo, explicamos o que são essas doenças, como funciona um estudo clínico e como saber se você pode participar de um estudo em andamento.
O que são as doenças inflamatórias intestinais?
São doenças crônicas em que o sistema de defesa do organismo provoca inflamação no intestino. As duas principais são:
- Doença de Crohn: a inflamação pode atingir qualquer parte do tubo digestivo, com mais frequência o final do intestino delgado e o início do intestino grosso.
- Colite ulcerativa (retocolite ulcerativa): a inflamação atinge o intestino grosso, isto é, o cólon e o reto.
Nas duas, os sintomas vão e voltam: quando a doença está ativa, a pessoa está em crise, e quando os sintomas desaparecem, diz-se que está em remissão. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, essas doenças são mais frequentes em adolescentes e adultos jovens, entre 15 e 40 anos, mas podem surgir em qualquer idade.
Quais são os sinais e sintomas?
Os mais comuns são diarreia (com ou sem sangue), dor ou cólicas abdominais, urgência para evacuar, cansaço, falta de apetite e perda de peso. Nas formas mais graves, também podem aparecer febre e anemia (BRASIL, 2020; KOTZE, 2022).
Portanto, em caso de sintomas, procure atendimento médico imediatamente se tiver muitas evacuações com sangue por dia, febre, dor abdominal intensa ou sinais de desidratação.
Como são tratadas?
O tratamento é individual e depende do tipo de doença, da gravidade e da extensão da inflamação. Ele é definido pelo médico especialista (gastroenterologista) e revisto ao longo do tempo. Pode incluir medicamentos, acompanhamento nutricional e, em alguns casos, cirurgia. No Brasil, o Ministério da Saúde publica protocolos de tratamento (BRASIL, 2020), e a Organização Brasileira para Doença de Crohn e Colite (GEDIIB) divulga consensos para orientar os profissionais.
Por que continuar pesquisando?
Mesmo com tratamento adequado, parte dos pacientes não alcança o controle desejado da doença. Por isso, novos tratamentos continuam sendo estudados, para ampliar as possibilidades de controle da inflamação e dos sintomas.
Como funciona um estudo clínico?
Um estudo clínico é uma pesquisa feita com voluntários para avaliar se uma abordagem é segura e eficaz. Antes de começar, o estudo precisa da aprovação de um Comitê de Ética em Pesquisa. Durante todo o período, uma equipe médica especializada acompanha os participantes de perto, com monitoramento contínuo e registro de eventos adversos.
Sobre o estudo
- O que está sendo avaliado: novos tratamentos para pessoas com doença de Crohn ou colite ulcerativa em fase moderada a grave, observando se ajudam a reduzir a inflamação e acompanhando a segurança e os resultados ao longo do tempo.
- Quem organiza: Science Valley Research Institute.
- Onde acontece: Santa Casa de Santos, em Santos (SP).
Quem pode participar?
Em linhas gerais, o estudo procura pessoas que:
- tenham diagnóstico de doença de Crohn ou colite ulcerativa;
- tenham 18 anos ou mais;
- estejam em acompanhamento com médico especialista (gastroenterologista);
- estejam em fase moderada a grave da doença.
A elegibilidade é confirmada pela equipe do estudo em uma avaliação médica. Existem outros critérios que podem impedir a participação, e isso não diz nada sobre a qualidade do seu tratamento atual.
O que é importante saber
- A participação é voluntária e sem custo. Quando previsto no protocolo, pode haver reembolso de despesas, como transporte e alimentação.
- Você pode desistir a qualquer momento, sem justificativa e sem prejuízo ao seu acompanhamento médico.
- Antes de qualquer procedimento, você recebe todas as informações e assina o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
- Em muitos casos, você continua sendo acompanhado pelo seu médico habitual, em conjunto com a equipe da pesquisa.
- Seus dados são tratados com confidencialidade e usados apenas para fins científicos.
- Um estudo testa uma hipótese: ainda não se sabe se a nova opção é melhor do que as atuais. Pode haver benefícios, riscos e desconfortos, que serão explicados no TCLE.
Participe do Estudo
A Science Valley está convidando pessoas que convivem com Crohn ou Colite Ulcerativa para participar de um estudo. Se você quer ajudar saber mais sobre como participar, clique aqui e deixe seu contato. Sua participação contará com acompanhamento médico especializado.


