Atividade física em pacientes com insuficiência cardíaca: pode ou não pode?

Receber o diagnóstico de insuficiência cardíaca costuma gerar muitas dúvidas. Uma das mais comuns é: quem tem insuficiência cardíaca pode fazer atividade física?

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o exercício físico regular e individualizado é recomendado para pacientes com insuficiência cardíaca estável, mas deve ter acompanhamento médico especializado.

Neste artigo, você vai entender quais são os benefícios da atividade física,quais os cuidados devem ser tomados e em que momento o exercício deve ser evitado.

Lembramos que esse artigo não substitui o acompanhamento de um médico especialista.

O que é insuficiência cardíaca?

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) define a insuficiência cardíaca como uma síndrome clínica em que o coração apresenta incapacidade de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades do organismo. No termo mais popular é conhecido como “coração fraco”.

Alguns sintomas mais comuns para quem tem insuficiência cardíaca são:

  • Falta de ar;
  • Cansaço excessivo;
  • Inchaço nas pernas e nos pés;
  • Dificuldade para realizar atividades simples;
  • Sensação de fraqueza;
  • Palpitações em alguns casos.

A insuficiência pode ser causada por diferentes doenças, como pressão alta, infarto, doenças das válvulas do coração ou alterações no músculo cardíaco.

Afinal, quem tem insuficiência pode fazer atividade física?

Sim. Na maioria dos casos, pacientes com insuficiência cardíaca estável podem e devem realizar atividade física, desde que o exercício seja individualizado e acompanhado por profissionais de saúde.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) recomenda a prática de exercícios físicos regulares como parte do tratamento da insuficiência cardíaca, quando indicada de acordo com a condição clínica de cada paciente. O exercício não pode ser visto como um risco e passa a ser considerado parte importante do tratamento da insuficiência cardíaca, pois pode melhorar a capacidade física, a circulação e a qualidade de vida do paciente.

Em caso de dúvidas, procure orientação de um médico para avaliar a prática mais adequada para cada caso.

Quais são os benefícios da atividade física?

Diversos estudos mostram que pessoas com insuficiência cardíaca que praticam exercícios de forma regular podem apresentar:

  • Maior capacidade para caminhar e realizar atividades do dia a dia;
  • Redução da sensação de cansaço;
  • Menor falta de ar durante esforços;
  • Melhora da qualidade de vida;
  • Fortalecimento dos músculos;
  • Maior disposição física;
  • Melhor controle da pressão arterial e de outros fatores de risco;
  • Redução do risco de novas internações em alguns pacientes.

Além dos benefícios físicos, se manter ativo também pode contribuir para reduzir sintomas de ansiedade e depressão, que são relativamente comuns em pessoas que convivem com doenças cardiovasculares.

Quais exercícios costumam ser recomendados?

O tipo de exercício depende da idade, da gravidade da doença, das limitações e da avaliação médica.

Em geral, podem ser recomendados:

Caminhada

É uma das atividades mais indicadas por ser de baixo impacto e fácil adaptação.

Bicicleta ergométrica

Pode ser uma alternativa segura para alguns pacientes, principalmente em programas supervisionados.

Exercícios de fortalecimento muscular

Com orientação adequada, ajudam a preservar a força muscular e melhorar a capacidade funcional.

Alongamentos e exercícios de mobilidade

Contribuem para manter a flexibilidade e facilitar as atividades diárias.

Quanto exercício é recomendado?

Não existe uma regra única para todos os pacientes, porém exige orientação médica e profissional de educação físicia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a prática de exercícios em pacientes com insuficiência cardíaca deve ser individualizada, com progressão gradual da intensidade e acompanhamento profissional.

O mais importante é que o exercício seja:

  • Regular;
  • Seguro;
  • Adaptado à condição clínica do paciente;
  • Monitorado quando necessário.

 

Quando a atividade física não é indicada?

Segundo a European Society of Cardiology (ESC), o exercício deve ser adiado em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada ou com sintomas não controlados, até que a condição esteja estabilizada.

Entre elas:

  • Falta de ar intensa mesmo em repouso;
  • Dor no peito;
  • Arritmias não controladas;
  • Pressão arterial muito elevada ou muito baixa;
  • Descompensação recente da insuficiência cardíaca;
  • Febre ou infecções importantes.

Se qualquer um desses sintomas estiver presente na execução dos exercícios, é fundamental procurar orientação médica antes de iniciar ou continuar a prática de exercícios.

O que é reabilitação cardíaca?

A reabilitação cardíaca é um programa estruturado que combina exercícios supervisionados, educação em saúde, orientação nutricional e controle dos fatores de risco. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), uma equipe multiprofissional conduz a reabilitação cardíaca e ajuda pacientes com doenças cardiovasculares a melhorar a capacidade física e a qualidade de vida.

Cuidados importantes antes de começar

Antes de iniciar qualquer atividade física, é importante:

  • Conversar com o cardiologista;
  • Realizar os exames recomendados;
  • Seguir corretamente o tratamento medicamentoso;
  • Respeitar os limites do corpo;
  • Interromper o exercício caso surjam sintomas como dor no peito, tontura intensa, falta de ar importante ou desmaio.

 

Perguntas frequentes

Quem tem insuficiência cardíaca pode caminhar?

Na maioria dos casos, sim. A caminhada costuma ser uma das atividades mais recomendadas, desde que liberada pelo médico.

Exercício pode piorar a insuficiência cardíaca?

Quando realizado sem avaliação médica ou durante uma fase de descompensação da doença, pode representar riscos. Porém, quando prescrito corretamente, o exercício costuma trazer benefícios.

Pode fazer Musculação?

Alguns pacientes podem realizar exercícios de fortalecimento muscular com cargas leves e acompanhamento profissional. Portanto, a indicação depende da avaliação individual.

O exercício substitui os medicamentos?

Não. A atividade física faz parte do tratamento, mas não substitui os medicamentos nem o acompanhamento médico.

Conclusão

A prática de atividade física representa uma importante aliada no tratamento da insuficiência cardíaca. Para muitos pacientes, manter-se ativo ajuda a reduzir sintomas, melhorar a capacidade funcional e proporcionar mais qualidade de vida.

No entanto, cada pessoa apresenta necessidades diferentes. Além disso, você deve iniciar os exercícios somente após o médico avaliar e com um plano adequado à condição clínica de cada paciente.

Com acompanhamento especializado, é possível praticar atividades de forma segura e aproveitar todos os benefícios que o movimento pode oferecer ao coração.

 

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