Quem convive com uma Doença Inflamatória Intestinal (DII), como a Doença de Crohn ou a Retocolite Ulcerativa, sabe que a alimentação pode influenciar os sintomas. Embora nenhum alimento cure essas doenças, uma dieta adequada pode ajudar a reduzir o desconforto, prevenir deficiências nutricionais e melhorar a qualidade de vida.
Neste artigo, você vai entender como a alimentação pode contribuir para o controle das doenças inflamatórias intestinais e quais cuidados podem fazer a diferença no dia a dia.
O que são as Doenças Inflamatórias Intestinais?
As Doenças Inflamatórias Intestinais são doenças crônicas que causam inflamação no trato gastrointestinal. Portanto, as mais conhecidas são:
- Doença de Crohn, que pode afetar qualquer parte do sistema digestivo.
- Retocolite Ulcerativa, que acontece no intestino grosso (cólon e reto).
Os sintomas das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) podem variar de acordo com o tipo e a gravidade da doença, mas frequentemente incluem dor abdominal, diarreia persistente, perda de peso, fadiga e presença de sangue nas fezes (de acordo com a Crohn’s & Colitis Foundation).
Mito ou verdade?
Mito: Existe uma dieta que cura a Doença de Crohn ou a Retocolite Ulcerativa.
Até o momento, nenhuma dieta demonstrou ser capaz de curar as Doenças Inflamatórias Intestinais. O médico deve orientar o tratamento, que pode incluir medicamentos, acompanhamento nutricional e, em alguns casos, cirurgia.
Verdade: A alimentação pode ajudar a controlar os sintomas.
Verdade.
Embora não cure a doença, uma alimentação saudável pode aliviar sintomas, reduzir o risco de desnutrição e contribuir para uma melhor qualidade de vida, principalmente quando é adequada às necessidades de cada paciente.
Mito: Todos os pacientes precisam retirar leite e derivados.
Mito.
Pacientes com Doenças Inflamatórias Intestinais não devem excluir a lactose da alimentação de forma indiscriminada. De acordo com a European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO), a restrição de determinados alimentos deve ser individualizada e ocorrer apenas quando houver intolerância comprovada ou piora dos sintomas associada ao consumo.
Mito: Quem tem DII nunca pode comer fibras.
Mito.
As fibras são importantes para a saúde intestinal, mas durante períodos de inflamação intensa ou quando há estreitamento do intestino, alguns tipos de fibras podem precisar ser reduzidos temporariamente. Fora das crises, muitos pacientes podem consumir fibras normalmente, sempre com orientação profissional.
Verdade: A desnutrição pode ser uma preocupação.
Verdade.
Pessoas com Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa podem apresentar dificuldade para absorver nutrientes, especialmente durante as crises. Por isso, o acompanhamento nutricional é essencial para prevenir deficiências de vitaminas e minerais.
Verdade: Cada paciente pode reagir de forma diferente aos alimentos.
Verdade.
Não existe uma lista universal de alimentos proibidos. O ideal é identificar, junto ao médico e ao nutricionista, quais alimentos são bem tolerados em cada fase da doença.
Quais hábitos alimentares podem ajudar?
De acordo com a Crohn’s & Colitis Foundation, não existe uma dieta única indicada para todas as pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais. A alimentação deve considerar os sintomas, a fase da doença e a tolerância individual aos alimentos.
- Manter uma boa hidratação.
- Fazer refeições em horários regulares.
- Evitar alimentos que comprovadamente desencadeiem sintomas individuais.
- Seguir as orientações da equipe de saúde durante as fases de atividade e remissão da doença.
Conclusão
A alimentação é uma importante aliada no cuidado das Doenças Inflamatórias Intestinais, mas deve ser individualizada. Em vez de seguir dietas restritivas sem orientação, o mais importante é contar com o acompanhamento de profissionais qualificados para garantir uma nutrição adequada e ajudar no controle dos sintomas.


