Você tem fibrilação atrial e não pode usar anticoagulantes? Conheça um estudo clínico

A fibrilação atrial (FA) é um tipo de arritmia que pode aumentar o risco de formação de coágulos e de acidente vascular cerebral (AVC).

Em muitas pessoas com fibrilação atrial, o médico pode indicar medicamentos anticoagulantes para ajudar a reduzir esse risco. Porém, algumas pessoas podem não poder usar esses medicamentos devido a determinadas condições ou ao risco elevado de sangramento.

Nessas situações, a avaliação médica é fundamental para definir a opção mais adequada.

O que é fibrilação atrial?

A fibrilação atrial é uma alteração no ritmo do coração que faz com que os batimentos fiquem irregulares.

Ela pode não causar sintomas em algumas pessoas. Em outras, pode provocar palpitação, falta de ar, cansaço, tontura ou desconforto no peito.

Além dos sintomas, uma das principais preocupações na fibrilação atrial é o aumento do risco de formação de coágulos, que podem chegar ao cérebro e causar um AVC.

Por que o anticoagulante pode ser indicado?

Na fibrilação atrial, o sangue pode circular de maneira diferente dentro do coração, favorecendo a formação de coágulos em algumas pessoas.

Os anticoagulantes ajudam a diminuir a formação desses coágulos e, consequentemente, podem reduzir o risco de AVC.

A necessidade do tratamento depende do risco de cada pessoa. A Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025, da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, recomenda avaliar individualmente o risco de eventos tromboembólicos e de sangramento antes de definir a estratégia de tratamento.

E quando a pessoa não pode usar anticoagulantes?

Algumas pessoas podem ter situações que tornam o uso de anticoagulantes inadequado ou muito arriscado.

Segundo a Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial – 2025, entre as contraindicações absolutas estão situações como sangramento grave recente, sangramento agudo grave, anemia grave ainda sem investigação e queda muito acentuada das plaquetas.

Nesses casos, o médico precisa avaliar cuidadosamente os riscos e as possibilidades de tratamento.

Não usar anticoagulante não significa que a pessoa deve ficar sem acompanhamento ou sem uma estratégia para reduzir o risco de AVC.

Existe outra opção para alguns pacientes?

Em determinadas situações, o médico pode considerar a oclusão do apêndice atrial esquerdo, uma estrutura localizada no coração onde se formam a maioria dos coágulos relacionados à fibrilação atrial não valvar.

O procedimento utiliza um dispositivo para fechar essa região e pode ser considerado em pacientes selecionados que apresentam alto risco de eventos tromboembólicos e contraindicação ao uso prolongado de anticoagulantes.

Essa não é uma opção indicada para todas as pessoas com fibrilação atrial. A indicação depende da avaliação médica e das características de cada paciente.

O que é um estudo clínico?

Um estudo clínico é uma pesquisa realizada para avaliar um medicamento, procedimento ou estratégia de tratamento de forma planejada e seguindo um protocolo definido.

Em estudos relacionados à fibrilação atrial, os pesquisadores podem avaliar diferentes formas de reduzir o risco de complicações ou melhorar o cuidado de pessoas que apresentam características específicas.

A participação depende dos critérios estabelecidos para cada pesquisa.

Quem pode participar de um estudo sobre fibrilação atrial?

Cada estudo possui seus próprios critérios. Eles podem considerar:

  • idade;
  • diagnóstico de fibrilação atrial;
  • histórico de saúde;
  • risco de AVC;
  • histórico de sangramentos;
  • uso ou contraindicação a anticoagulantes;
  • medicamentos utilizados atualmente;
  • resultados de exames;
  • outras condições de saúde.

Por isso, ter fibrilação atrial e não poder usar anticoagulantes não significa automaticamente que você poderá participar.

A equipe de pesquisa precisa avaliar cada caso individualmente.

Participe do Estudo

A Science Valley está convidando pessoas que convivem com Colite Ulcerativa para participar de um estudo. Se você quer ajudar saber mais sobre como participar, clique aqui e deixe seu contato. Sua participação contará com acompanhamento médico especializado.

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